O perdão é tão essencial e fundamental para a cura interior que podemos dizer como toda a certeza: não há como ocorrer uma Cura Interior sem existir antes um profundo encontro de perdão. Na realidade, quando as pessoas nos ferem, pensamos em revidar, desejando para ela os mesmos sofrimentos. Na oração do Pai-nosso. Pedimos ao Pai que nos perdoe assim como nós perdoamos aquem nos ofendeu. Pedimos que o Pai nos perdoe na mesma medida em queperdoamos. Deus nunca condena, sempre perdoa. E essa oração nos convida a sermos como Ele. O que Jesus disse? "Pai, perdoa-lhes". O que vem depois disso?"Por que eles não sabem o que fazem". Perdoar sempre. Todas as emoçõesmachucadas e feridas têm como base a falta de perdão. Falta o perdão em relação aDeus, com relação a si mesmo e com relação aos outros.
“Todos ficaram cheios do espírito Santo e anunciavam corajosamente a palavra de Deus”. (At 4,31).
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Cura interior é um processo
Nenhuma simples oração, exercício espiritual ou técnica de meditação podem eventualmente tocar todas as áreas necessitadas de cura de nosso íntimo. O processo de Cura do eu Interior é uma viagem que fazemos através de nossa vida cristã na medida em que pouco a pouco vamos recebendo a efusão do Espírito Santo transbordando o amor de Deus em nós. Compreender que a Cura Interior é um processo que se estenda pela vida toda, ajuda-nos ser pacientes conosco e permitir Jesus nos conduzir suavemente à luz.
Geralmente, no processo de Cura Interior, pedimos ao Espírito Santo que faça uma varredura nos anos de nossa vida (como: primeiro ano, segundo ano, terceiro ano etc.), e nos detenha nas circunstâncias que Ele queira curar naquele momento. O Senhor pode também antecipar o processo da cura interior, não há um critério único para Deus agir, ele pode tranformar as angústias, tristezas, melancolias, frustrações do coração humano de imediato, para o bem da pessoa, e gloroficação do seu santo nome.
A Cura Interior é a chave para a cura total é a porta as demais curas. Com freqüência a pessoa não vai ser curada fisicamente se não passar pela Cura Interior; muitas vezes, a doença, física é causada por sintoma emocional. A libertação de muitos vícios vem depois da Cura Interior, a exemplo do alcoolismo, drogas, cigarros, jogos de azar e tantos outros.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Encontramos vários pentecostes na Bíblia
Pentecostes de Jerusalém (2,1-41)
Pentecostes familiar (4,23-31)
Pentecostes samaritano (8,14-18)
Pentecostes dos pagãos (10,44-48)
Pentecostes de Éfeso. (10,44-48)
Pentecostes de São Paulo (9,10-19)
Pentecostes na casa de Cornélio (10,44-48)
Pentecostes de Éfeso Atos (19,1-7)
Pentecostes nos Evangelhos
Pentecostes de Maria (Lc 1,26-38)
Pentecostes de Isabel e de João Batista (Lc 1,39-46)
Jesus e o Seu Batismo - Pentecostes (Lc 3,21-22)
O Espírito Santo na tarde da Páscoa - Pentecostes (Jo 20,19-23)
Os sete dons so Espírito Santo
O Papa João paulo II
Esse estudo sobre os sete dons do Espírito Santo que acabei de postar, é fruto de uma reflexão que o Papa João Paulo II fez. Isso aconteceu no dia 9 de Abril a 18 de Junho de 1989. Esta catequese do Papa sobre os sete dons do Espírito Santo é de suma importância, ninguém falaria tão bem e com tanta autoridade sobre este tema.
Beato Papa João Paulo II, ora por nós, para que não apenas entedamos e rqueza extraordinária desses dons, mas que possamos com humildade experimentá-lo na nosa vida espiritual.
Beato Papa João Paulo II, ora por nós, para que não apenas entedamos e rqueza extraordinária desses dons, mas que possamos com humildade experimentá-lo na nosa vida espiritual.
Os sete dons so Espírito Santo
Sétimo dom do Espírito Santo
g) O Dom do Temor de Deus
Hoje, desejo completar convosco a reflexão sobre os dons do Espírito Santo. Entre estes dons, último na ordem de enumeração, é o dom do Temor de Deus. A Sagrada Escritura afirma que "o temor do Senhor é o princípio da sabedoria". Mas de que temor se trata? Não certamente daquele "medo de Deus" que impele a evitar pensar n'Ele, e de recordar-se d'Ele como alguma coisa ou alguém que perturba e inquieta. Foi este o estado de ânimo que, segundo a Bíblia, levou os nossos primeiros pais, depois do pecado a "esconderem-se do Senhor Deus, por entre o arvoredo do jardim"; foi este também o sentimento do servo infiel e mau, da parábola evangélica, que escondeu debaixo da terra o talento recebido. Mas este temor-medo não é o verdadeiro conceito, do temor-dom do Espírito. Trata-se aqui de algo muito nobre e elevado: é o sentimento sincero e inquieto que o homem experimenta diante da tremenda majestade de Deus. O crente apresenta-se e põe-se diante de Deus com o "espírito contrito" e com o "coração humilhado", bem sabendo que deve esperar a própria salvação "com temor e tremor". Isto, porém, não significa medo irracional, mas sentido de responsabilidade e de fidelidade à sua lei. Com este dom, todavia, o Espírito Santo infunde na alma, sobretudo o temor filial, que é sentimento enraizado no amor para com Deus: a alma preocupa-se então em não causar desgosto a Deus, amado como Pai, em não o ofender, em "permanecer" e crescer na caridade. Deste santo e justo temor, conjugado na alma com o amor para com Deus, depende toda a prática das virtudes cristãs e, de modo especial, da humildade, da temperança da castidade e da mortificação dos sentidos. Recordemos a exortação do Apóstolo Paulo aos seus cristãos: "Caríssimos, purifiquemo-nos de toda a imundície da carne e do espírito, realizando a obra da nossa santificação no temor de Deus". É uma advertência para todos nós que às vezes, com muita facilidade, transgredimos a lei de Deus, ignorando ou desafiando os seus castigos.
Os sete dons so Espírito Santo
Sexto dom do Espírito Santo
f) O Dom da Piedade
A reflexão sobre os dons do Espírito Santo leva-nos, hoje, a falar de outro dom insigne: a Piedade. Com ele, o Espírito Santo cura o nosso coração de toda a forma de dureza e abre-o à ternura para com Deus e para com os irmãos. A ternura como atitude sinceramente filial para com Deus, exprime-se na oração. A experiência da própria pobreza existencial, do vazio que as coisas terrenas deixam na alma, suscita no homem a necessidade de recorrer a Deus, para obter graça, auxílio e perdão. O dom da Piedade orienta e alimenta tal exigência, enriquecendo-a de sentimentos de profunda confiança em Deus, sentido como Pai providente e bom. Neste sentido escrevia São Paulo: "Deus enviou o seu Filho... para que recebêssemos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito que chama: Abba! Pai. Portanto, já não és servo, mas filho. Com o dom da Piedade, o Espírito infunde no crente uma nova capacidade de amor para com os irmãos, tornando o seu coração de algum modo participante da mansidão mesma do Coração de Cristo. O cristão "piedoso" considera sempre os outros como filhos do mesmo Pai, chamados a fazer parte da família de Deus, que é a Igreja. Ele, por isso, sente-se impelido a tratá-los com a atenção e a amabilidade próprias de uma genuína relação fraterna. O dom da Piedade, além disso, extingue no coração aqueles centros de tensão e de divisão que são a tristeza, a cólera, a impaciência, e nele alimenta sentimentos de compreensão, de tolerância e de perdão. Peçamos ao Espírito Santo uma renovada efusão deste dom, confiando a nossa súplica à intercessão de Maria, modelo sublime de oração ardente e de doçura materna.
Dons do Espírito Santo
Quinto dom do Espírito Santo
e) Dom da ciência ou Conhecimento
A nossa reflexão, leva-nos hoje a falar de outro dom; o da Ciência ou conhecimento, graças ao qual nos é dado conhecer o verdadeiro valor das criaturas no seu relacionamento com o Criador. Sabemos que o homem contemporâneo, precisamente em virtude do desenvolvimento das ciências, está particularmente exposto à tentação de dar uma interpretação naturalista do mundo: diante da multiforme riqueza das coisas, da sua complexidade, variedade e beleza, ele corre o perigo de as absolutizar e quase divinizar, a ponto de torná-las o objetivo supremo da sua própria vida. Isto acontece, sobretudo quando se trata das riquezas, do prazer e do poder, que, por isso mesmo, se podem tirar das coisas materiais. São estes os principais ídolos, diante dos quais o mundo com muita freqüência se prostra. Para resistir a essa sutil tentação e para remediar as conseqüências nefastas a que ela pode levar, eis que o Espírito Santo socorre o homem com o dom da Ciência. É esta que o ajuda a avaliar retamente as coisas, na sua essencial dependência do Criador. Graças a ela, como escreve São Tomás de Aquino, o homem não estima as criaturas mais do que valem nem põe nelas sua confiança, mas em Deus, o fim da própria vida. Ele consegue assim descobrir o sentido teológico do universo criado, vendo as coisas como manifestações verdadeiras e reais, ainda que limitadas, da Verdade, da Beleza e do Amor infinito que é Deus, e, como conseqüência, sente-se impelido a traduzir esta descoberta em louvor, em canto, em oração e em agradecimento. É isto que tantas vezes e de múltiplos modos nos é sugerido pelo livro dos Salmos. Quem não recorda algumas dessas elevações? "Os céus proclamam a glória de Deus, o firmamento anuncia as obras das suas mãos"; "Louvai o Senhor, do alto dos céus, louvai-O nas alturas... Sol e lua louvai-O, estrelas luminosas louvai-O" (Sl. 148, 1.3). Iluminado pelo dom da Ciência o homem descobre ao mesmo tempo a distância infinita que existe entre as coisas e o Criador, a sua limitação intrínseca. É uma descoberta que o leva a perceber com mágoa a sua miséria e o impele a voltar-se, com maior impulso e confiança, para Aquele que é o único que pode satisfazer plenamente a necessidade de infinito que o atormenta.
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