quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Dons do Espírito Santo

Quarto dom do Espírito Santo

d) O Dom da Fortaleza

Entre os dons do Espírito há um, sobre o qual desejo deter-me: o dom da Fortaleza. No nosso tempo, muitos exaltam a força física, chegando a aprovar também as manifestações extremas da violência. Na realidade, o homem faz todos os dias à experiência da própria fraqueza, especialmente no campo espiritual e moral, cedendo aos impulsos das paixões interiores e às pressões que sobre ele exerce o ambiente que o circunda. Precisamente para resistir a estes múltiplos impulsos é necessária a virtude da fortaleza, que é uma das quatro virtudes cardeais, sobre as quais está apoiado todo o edifício da vida moral. O dom da Fortaleza é um impulso sobrenatural, que dá vigor à alma não só em momentos dramáticos como o do martírio, mas também nas habituais condições de dificuldades: na luta por permanecer coerente com os próprios princípios; na ação de suportar ofensas e ataques injustos; na perseverança corajosa, mesmo entre incompreensões e hostilidades, no caminho da verdade e da honestidade. Quando esperiemntemso "a fraqueza da carne", ou seja, da natureza humana submetido às enfermidades físicas e psíquicas, devemos pedir ao Espírito Santo o dom da Fortaleza, para permanecermos firmes e decididos no caminho do bem. Então poderemos repetir com São Paulo: "Alegro-me nas minhas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por Cristo, porque quando me sinto fraco, então é que sou forte". Muitos são os seguidores de Cristo pastores e fiéis, sacerdotes, religiosos e leigos, empenhados em todos os campos do apostolado e da vida social - os quais, em todos os tempos e também no nosso tempo, conheceram e conhecem o martírio do corpo e da alma, em íntima união com a mater dolorosa, (Mãe dolorosa), junto da Cruz. Eles superaram tudo, graças a este dom do Espírito!

Dons do Espírito Santo

Terceiro dom do Espírito Santo

c) Dom do Conselho

Continuando a reflexão sobre os dons do Espírito Santo, hoje tomamos em consideração o dom do Conselho. Ele é dado ao cristão para iluminar a sua consciência nas opções morais, que a vida de cada dia lhe impõe. O Espírito de Deus vem ao nosso encontro através de nossa súplica, mediante o dom do Conselho, com o qual enriquece e aperfeiçoa a virtude da prudência e guia a alma a partir de dentro, iluminando-a sobre o que deve ser feito, especialmente quando se trata de opções importantes (por exemplo, dar resposta à vocação), ou de um caminho a percorrer entre dificuldades e obstáculos. O dom do Conselho age como um sopro novo na consciência, sugerindo-lhe o que é lícito, o que condiz, o que é mais conveniente à alma. Peçamos o dom do Conselho! Peçamo-lo para nós e, em particular, para os Pastores da Igreja, com muita freqüência chamados, em virtude do seu dever, a tomar decisões árduas e sofridas.

Dons do Espírito Santo


Segundo dom do Espírito Santo

b) O Dom do Entendimento ou Inteligência

Hoje deter-me-ei no segundo dom do Espírito Santo: o Intelecto. A palavra "intelecto" deriva do latim intus legere, que significa "ler dentro", penetrar, compreender a fundo. Mediante este dom o Espírito Santo, que "penetra até as profundezas de Deus", comunica ao crente uma centelha de tão grande capacidade de penetração, abrindo-lhe o coração à jubilosa percepção do desígnio amoroso de Deus. Renova-se então a experiência dos discípulos de Emaús, que, depois de terem reconhecido o Ressuscitado na fração do pão, diziam um ao outro: "Não estava o nosso coração a arder cá dentro, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?" A luz do Espírito, com efeito, enquanto aguça a inteligência nas coisas divinas, torna também mais límpido e penetrante o olhar sobre as coisas humanas. Graças a ela, vêem-se melhor os numerosos sinais de Deus que estão inscritos no universo criado. Descobre-se deste modo a dimensão não puramente terrena dos acontecimentos, que formam o tecido da história humana. E pode-se chegar até a decifrar profeticamente o tempo presente e o tempo futuro: sinais dos tempos, sinais de Deus! O Espírito Santo ilumina o entendimento do homem para que compreenda as verdades divinas e os mistérios

Os sete dons so Espírito Santo

Os clássicos sete dons são chamados de dons se santificação. Na caminhada de santidade pessoal o Espírito Santo dota-nos, como batizados no Corpo Místico de Cristo, de virtudes sobrenaturais e dos dons infusos. São chamados infusos, pois eles são introduzidos, ou seja, derramados dentro de nós no Sacramento do Batismo e confirmados pessoalmente na Crisma. A vida moral dos cristãos é sustentada pelos dons do Espírito Santo. Estes são disposições permanentes que tornam o homem dócil para seguir os impulsos do mesmo Espírito.

Vamos estar postando para você seguidor desse blog os dons do Espírito Santo, não todos na mesma página, mas em separado, para você meditar com carinho cada um deles.

Primeiro dom do Espírito Santo

a) Dom da sabedoria

O primeiro e mais excelso desses dons é o da sabedoria, que é uma luz que se recebe do Alto: é uma especial participação naquele conhecimento misterioso e supremo, que é próprio de Deus. Esta sabedoria superior é a raiz de um conhecimento novo, conhecimento impregnado de caridade, graças ao qual a alma adquire, por assim dizer, familiaridade com as coisas divinas e as saboreia. São Tomás de Aquino fala justamente de "um certo sabor de Deus", pelo qual o verdadeiro sábio não é simplesmente aquele que conhece as coisas de Deus, mas aquele que as experimenta e as vive. O dom da sabedoria é um conhecimento saboroso e amoroso de Deus, que não se consegue através de uma investigação, mas por graça do Espírito Santo. Além disso, dá-nos uma especial capacidade de julgar as coisas humanas segundo o modo de Deus, na luz de Deus.















Os frutos do Espírito Santo

Em contraste com as obras da carne temos o modo de viver íntegro e honesto que a Bíblia chama “o fruto do Espírito”. Esta maneira de viver se realiza na pessoa à medida que ela permite que o Espírito dirija e influencie sua vida de tal maneira que ela subjuga o poder do pecado, especialmente as obras da carne, e ande em comunhão com Deus (Rm 8,5-14; 8,14;  2Cor 6,6; Ef 4,23; 5,9; Cl 3,12-15; 2Pe 1,4-9). “Ao contrário da obra da carne, o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança.” (Gl 5,22-23).
O fruto do Espírito inclui:

Caridade (amor) (grego - agape), isto é, o interesse e a busca do bem maior de outra pessoa sem nada querer em troca (Rm 5,5; 1Co 13; Ef 5,2; Cl 3.14). Caridade - "doar-se" (Jo 3,16; 1Jo 4,9)


Alegria (gozo) (grego - chara), isto é, a sensação de alegria baseada no amor, na graça, nas bênçãos, nas promessas e na presença de Deus, bênçãos estas que pertencem àqueles que crêem em Cristo (Sl 119,16; 2Co 6,10; 12.9; 1Pe 1,8;  Fl 1.14). Estar em Deus (Jo 15,11Fl 4,4).


Paz (grego - eirene), isto é, a quietude de coração e mente, baseada na convicção de que tudo vai bem entre o crente e seu Pai celestial (Rm 15.33; Fl 4,7; 1Ts 5,23; Hb 13,20). Harmonia interior (Ts 5,23).


Longanimidade (Paciência) (gr. makrothumia), isto é, perseverança, paciência, ser tardio para irar-se ou para o desespero (Ef 4.2; 2Tm 3.10; Hb 12.1). Ficar firme no Senhor (2 Ts 3,3-5). Suportar o irmão Sustentar o irmão.


Benignidade (Afabilidade) (gr. chrestotes), isto é, não querer magoar ninguém, nem lhe provocar dor (Ef 4.32; Cl 3.12; 1Pe 2.3). Honestidade, delicadeza, justiça (At 10,38).


Bondade (grego - agathosune), isto é, zelo pela verdade e pela retidão, e repulsa ao mal; pode ser expressa em atos de bondade (Lc 7,37-50) ou na repreensão e na correção do mal (Mt 21,12-13). Sentimento solidário (Ef 4,31).


(Fidelidade) (gr. pistis), istó é, lealdade constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidedignidade e honestidade (Mt 23,23; Rm 3,3; 1Tm 6,12; 2Tm 2,2; 4.7; Tt 2,10). Cheio de fé, lealdade, digno de confiança (Mt 25,23).


Mansidão (Brandura) (gr. prautes), isto é, moderação, associada à força e à coragem; descreve alguém que pode irar-se com eqüidade quando for necessário, e também humildemente submeter-se quando for preciso (2Tm 2.25; 1Pe 3.15; para a mansidão de Jesus, cf. Mt 11,29 com 23; Mc 3.5; a de Paulo, cf. 2Co 10,1 com 10,4-6; Gl 1,9; a de Moisés,  (Nm 12.3 com Ex 32.19,20). Humildade e força, submisso ao Senhor, obediente, permite-se ser ensinado, corrigido, disciplinado.


Temperança (grego - egkrateia), isto é, o controle ou domínio sobre nossos próprios desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos conjugais; também a pureza (1Co 7,9; Tt 1,8; 2,5). Disciplinado do ego (Mt16,24).


Preparando para o repouso

Eu sugeriria a algumas pessoas que talvez nunca tenham repousado no Espírito e desejam crescer no amor do Senhor, que peçam a Ele para lhes proporcionar esse repouso. As pessoas dizem eu quero, mas se o desejarem apenas mentalmente e não de coração, em geral não receberão. Se vocês se abrirem, a porta se abrirá de dentro para fora. Digam ao Senhor: Eu quero receber tudo o que tens para mim, Senhor. Quero receber tudo o que possa fazer em mim uma pessoa melhor, mais capaz de amar-Te, de servir-Te mais, a Ti e aos outros.  Irmã Frances Clare faz as seguintes recomendações:

Antes da experiência: não impeça que o poder de Deus venha até você, devido ao seu medo de onde irá cair, ou qual será a sua aparência e o que os outros irão pensar. Liberta-se de qualquer desses medos. Esta experiência não depende de seu merecimento; é para aqueles que necessitam de libertação, cura interior e de plenitude interior.

Durante a experiência: relaxe no amor de Deus e louve-o pelo seu amor por você. Entregue-se ao seu amor. Acredite, com toda a fé, que algo está acontecendo dentro de si, ainda que emocionalmente não sinta nada. Permaneça em posição de relaxamento pelo tempo que desejar.

Após a experiência: quando voltar o nível normal não permita qualquer pensamento de auto-análise, preocupação com o que os outros vão pensar ou decepção por não ter sentido nada. Essa experiência no Espírito é só um começo. O Senhor continuará sua tarefa nas próximas horas, semanas, meses, e talvez até mesmo nos anos vindouros. É, de fato, uma grande alegria saber que Ele deseja amar-nos e permitir que seu Precioso Sangue nos purifique deste modo.

Espírito Santo terceira pessoa da Santíssima Trindade


A Bíblia nos revela que o Espírito Santo é uma pessoa. Ao falar dele, Jesus usou a palavra “Ele”, atribuindo-lhe um modo de ser e agir próprio de uma pessoa. Também revelou o Espírito Santo com personalidade completamente distinta do Pai e do Filho. Quando mandou os apóstolos evangelizarem e batizarem, foi muito claro: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19).
 
Ele é criador: “A terra estava informe e vazia; as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas” (Gn 1,2).

Ele fala: “Enquanto celebravam o culto do Senhor, depois de terem jejuado, disse-lhes o Espírito Santo: “Separai-me Barnabé e Saulo para a obra a que tenho destinado” (At 13,2).

Ele ensina: “Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que tenho dito” (Jo 14,26).

Ele testemunha: “Quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim” (Jo 15,26).

Ele convence: “Convém a vós que eu vá! Porque, se eu não for o Paráclito não virá a vós; mas, se eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo a respeito do pecado, da justiça e do juízo” (Jo 16,7-8).

Ele auxilia na fraqueza: “Igualmente, o Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza; porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis” (Rm 8,26).