sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Continuação do carisma da palavra

Carater público do dom de línguas


Uma terceira modalidade do dom das línguas é aquela de uso essencialmente público, Aqui o falar em línguas não assume o caráter de uma mensagem em línguas, dirigida à assembléia e  que portanto requer o exercício do outro dom apontado por Paulo, o dom da interpretação. O Espírito dá a alguém a inspiração de “falar em línguas” em alta voz. Suas palavras contêm uma mensagem espiritual para um ou mais ouvintes. A mensagem permanece incompreensível, enquanto não for interpretada. A mensagem interpretada assume, regularmente, as características de uma profecia carismática, que, segundo S. Paulo , edifica, exorta e consola a assembléia. (Ver pág. 16, nº. 1.2.1)

Continuação do carisma da palavra

Cantar em línguas

O Espírito Santo de Deus, plenamente rico de graças, concede aos fiéis o dom de “cantar” em línguas. “Cantarei com o Espírito” (I Cor 14,14). Isto significa que o Espírito Santo através do dom de línguas, utiliza-nos para elevarmos um canto ao nosso Deus, levando-nos a expressar-lhe um louvor no Espírito a Deus. O Espírito nos capacita a glorificar o Senhor de maneira profunda, sincera e perfeita. Nesse louvor no Espírito, unimo-nos aos anjos e santos, que não cessam de, no céu, louvar o Senhor. É louvor e louvor é esquecer-se de si mesmo e abandonar-se por completo em Deus.  As línguas são um modo de falar não aos homens, mas a Deus, que quer dizer: oração, louvor, canto (1Cor 14,5). Paulo deseja que todos tenham esta possibilidade de orar (1Cor 14, 39), pede que não se impeça de orar em línguas.

“São cânticos que brotam geralmente nos momentos de louvor e adoração da assembléia, do grupo de oração, e que pouco tem em comum com os cânticos eclesiásticos tradicionais, ou também com os cantos de “composição artística”. A oração em línguas, de caráter usualmente particular, pessoal, pode ser exercitada também de modo coletivo, o que acontece nas assembléias onde todos exercem o “dom particular de orar em línguas”, ao mesmo tempo; obviamente, não supõe interpretação. Orar em língua ou cantar em línguas também é conhecido como fenômeno chamado de glossolalia. Significa que um orar no Espírito Santo sem conceito lingüístico ao contrário da xenoglossia que é um falar em línguas estrangeiras conceitual sem defeito nenhum estudo da mesma.

Continuação do carisma da palavra

Falar em líguas
 
“Falar em línguas” - O dom de línguas também se manifesta através de “falar”, significa proclamar uma mensagem de Deus, numa linguagem desconhecida, em nome de Deus para uma assembléia de oração através de línguas estranhas. É semelhante e equivalente à profecia. Todavia é uma fala em voz alta, isoladamente, e sob a unção do Espírito Santo. Quando se “fala em línguas”, um membro do grupo recebe o dom de interpretação de línguas, e comunica a mensagem à assembléia. Após a fala em línguas esta interpretação pode ser dada também através de imagem, símbolos, em palavras ou canto. “Se o dom de falar em línguas for cantado, a interpretação necessariamente será também cantada”.  Nossa oração em línguas é uma oração de louvor, de adoração, de intercessão; é uma oração para Deus; não precisa de interpretação. Mas quando Deus usa o mesmo canal de oração em línguas para nos dirigir uma palavra de profecia, faz-se necessária a interpretação. A cada um é dado manifestação do Espírito Santo para proveito comum (1Cor 12,7).  “Maior é quem profetiza do que quem fala em línguas, a não ser que este as interprete, para que a assembléia receba edificação” (I Cor 14,13).

Carismas da palavra

2- O Dom de interpretação das líguas

“A outros, por fim, a interpretação das línguas” (Cor 1,12,10). Algumas vezes, para o bem dos que estão participando da oração e porque Deus deseja que eles compreendam o que se está sendo proclamando no nome do Senhor, o Espírito concede que se compreenda o que está sendo dito.  Como acontece isso? Vem à nossa mente, a nosso coração, a interpretação, o sentido daquelas palavras em línguas. Sentimos a interpretação nascer em nós. Esta compreensão se dá com “o coração”, através de um entendimento espiritual, e não através de uma tradução conceitual e gramatical das palavras. Este carisma chama-se “carisma de interpretação das línguas”. Notemos que não se chama de “tradução” das línguas!

Este carisma pode ser dado à pessoa que está orando ou falando uma mensagem vinda de Deus, a uma outra pessoa na assembléia. Terminado a mensagem, silenciamos orando no coração e pedindo para que o Espírito conceda o dom da interpretação; se não houver quem interprete, deve-se guardar silêncio falando somente consigo e com Deus (1Cor 14,27-28). Aquele que tem o dom de falar línguas reze para ter o dom de interpretá-la (1 Cor 14.13).

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Jubileu sacerdotal

Eu padre Lauro Lopes da Silva, estou partilhando com todas as pessoas que tem acesso ao meu blog, esse momento tão especial  da minha vida. São vinte e cinco anos de Ministério Presbiteral, servindo com alegria a Igreja de Cristo, antes pela diocese de Lins, agora na diocese de Araçatuba. O tempo é mestre da vida, hoje sei que valeu apena ter respondido o convite de Jesus quando me disse: vem e segue-me. Os acontecimentos da vida sacerdotal, alegrias, tristezas, angústias e esperança, são sinais de que a vocação não é um fuga, mas um verdadeiro comprometimento de amor com o Senhor, que desde o ventre materno me escolheu para ser seu profeta no mundo em mudanças. Glorificado seja Deus, por não exitar sua confiança em mim, pobre servo, cheio de limitações e de cicatrizes vindas pelos intemperes da vida. "Com Cristo eu fui pregado na cruz" (Gl 2,19). Minha vida eu devo aquele que amou antes da fundação do mundo, e que a seu tempo transbordou-me com o Espírito Santo.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O Batismo no Espírito Santo

Nós os batizados, temos em nós a presença do Espírito de uma maneira especial, isto é, pela graça do sacramento. Com o Espírito Santo, estão presentes todos os seus dons, todos os seus carismas... A dificuldade freqüente é a falta de consciência a respeito dessa realidade da presença do Espírito Santo em nós. “É preciso redescobrir a presença e a ação do Espírito Santo em nós”, afirma o João Paulo II. E, de fato, durante todo o decurso de nossos de nossas vidas, Deus opera em nós para garantir uma permanência efusão de seu Espírito,

Experiência espiritual do Espírito Santo, recebido no batismo (sacramento), emerge como realidade na consciência do cristão. E opera na alma do cristão uma conversão interior e uma profunda mudança de vida naqueles que se abrem a esta experiência. O batismo no Espírito não é um sacramento, mas põe em atividade as Graças recebidas nos sacramentos. Através do Batismo do Espírito Santo, a Graça dos sacramentos (batismo, crisma e eucaristia) pode ser vivenciada em plenitude. É um princípio de vida que se manifesta em frutos de santidade e em carismas para edificar a Igreja. É a própria graça de Pentecostes que se manifesta com os dons de santificação e com os dons carismáticos para o bem comum (1 Cor 12, 4-11).

Devemos orar pelas pessoas para que recebam essa efusão: que o Espírito que já está presente nelas, para que se revele, aqui e agora, como uma realidade viva em suas próprias vidas. E que aquilo que até então está nelas como que de um modo em potencial, num sentido quase que apenas teórico, se manifeste como uma experiência de Deus, como um encontro pessoal íntimo, com Jesus Cristo. Com isso, aflora também em suas vidas naquele momento ou algum tempo depois os carismas que o Espírito houver por bem lhes conceder de se manifestar através delas. A oração em línguas não é uma evidência, mas uma conseqüência da efusão do Espírito Santo.

O Espírito Santo vem em socorro de nossa fraqueza

Continuação do dom de líguas

São Paulo descreve o dom de línguas como um dom de oração, que vem socorrer nossa dificuldade de orar: ,”outrossim,” o Espírito vem ao auxílio à nossa fraqueza; porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis ''gemidos inexprimíveis'', quer dizer: gemidos que não podem ser entendidos. (Rm 8,26). Muitas vezes ao começarmos a orar, não sabemos como devemos pedir ou dizer a Deus. Nossa cabeça está tão cheia de preocupações, idéias, afazeres e nosso coração está tão agitado que ficamos “sem assunto diante de Deus”, ou nosso espírito está indisposto diante de Deus, não consegue se entregar inteiramente e então a oração é ineficaz. Daí a importância da oração em línguas, o próprio Espírito Santo que habita em nós, ora em nós e nos auxilia para orarmos e pedirmos de maneira adequada o que necessitamos segundo a vontade de Deus.

O Espírito Santo através do dom de línguas vem em nosso auxílio corrigindo toda esta imperfeição, que existe em nós pelo nosso pecado, vem nos capacitar a orar: vem nos ensinar o que pedir e como pedir; vem nos deixar totalmente livres para que a vontade de Deus se realize em nossas vidas. Aquele que perscruta os corações sabe o que o Espírito deseja, ao interceder pelos santos. O Espírito Santo conhece muito bem as nossas necessidades e as apresenta ao Pai por Jesus, de acordo com a vontade do Senhor.

Quando você ora no Espírito, Ele está pedindo primeiro de acordo com a necessidade; ao mesmo tempo, de acordo com aquilo que Deus sabe ser o melhor. Portanto, a oração em línguas é infalível: daí seu valor. Através do dom de línguas, o próprio Deus ora em nós e por nós. O Espírito refaz o ser de quem ora, Ele não se limita a nos ensinar a orar, mas Ele próprio ora em nós, Ele não se limita a nos dizer o que devemos fazer, mas fala conosco.

São Paulo nos revela que “aquele que ora em línguas não fala aos homens, e sim a Deus: ninguém o entende, pois fala coisas misteriosas, sob ação do Espírito Santo” (1 Cor 14, 2). Sendo um dom de oração, é um canal aberto para um relacionamento pessoal afetivo com Deus, acontece uma união mais estreita com o Espírito Santo. Abre-se o diálogo do homem com seu criador. Através desta união tão íntima entre filhos e o Pai celeste é manifestada na alma dos filhos um progresso espiritual, um avanço no caminho da santidade.